quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Para a pequena (grande) princesa

Houve um tempo em que eu era semente e eu a ouvia passar de um canto a outro, parecia até flutuar com seus passos gentis. Me levava pela mão, assim como quem quer muito bem. Penso que teve medo em algum momento, minha pequena princesa.teve medo do surpresa que aquela semente guardava. e se fosse Baobá? Não se sabe bem porque, ela me deixou surgir. Permitiu-me ser e estar. dedicou a mim seus mais belos sorrisos até por fim cativar-me. Eu, a frio, ferro e fogo tatuei na carne viva. Houve um tempo em que eu era semente, e eu agradeço a todos que correram o risco real de que eu fosse Baobá. Agradeço inclusive sendo flor. Agora reconhecidamente rosa a encontro num tempo de delicada, já crescida, minha princesa quase rainha. E sigo como encantada ao lado teu.

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